Majors, conheça ou relembre os troféus e finais do mundial de CS:GO

Uma retrospectiva dos campeonatos e vencedores de cada Major

A Blast.tv Paris Major marca a história do Counter-Strike como o último mundial em servidores do CS:GO. A partir do próximo, PGL Copenhagen Major 2024, será realizado com Counter-Strike 2. Foram 19 edições do campeonato chancelado pela Valve, com 14 equipes diferentes levando o troféu em 10 anos desde o primeiro título.

Com exceção de 2013, quando não tivemos um troféu, cada campeonato teve um diferente, dependendo da organizadora que o confeccionou. Alguns foram maiores, outros menores ou até mesmo estranhos, para dizer o mínimo. Vamos acompanhar essas premiações e os vencedores de cada uma.

DreamHack Winter 2013 (não teve troféu):

Foto: Rikard Söderberg/DreamHack

Em ordem cronológica, este foi o primeiro Major da história da Era CS:GO, que aconteceu em Jönköping, na Suécia. Na época, 16 equipes disputaram o título, divididas em quatro grupos de quatro equipes cada. Os dois melhores de cada grupo avançaram para os playoffs.

A final aconteceu entre a Fnatic e a Ninjas in Pyjamas, ambas equipes suecas. Em uma série melhor de três (MD3), a equipe liderada por Jesper “JW” Wecksell levantou a taça após vencer por 2 a 1. Os mapas jogados foram Dust II, Inferno e Train.

ESL Major Series One Katowice 2014:

Foto: Helena Kristiansson/ESL

Este foi o primeiro Major do ano, seguindo o mesmo formato da edição anterior, e aconteceu em Katowice, na Polônia. Enquanto a Ninjas in Pyjamas chegava novamente à final, sua arquirrival Fnatic foi eliminada nas quartas de final.

Apesar da segunda tentativa de conquistar o mundo, a Ninjas in Pyjamas ficou em segundo lugar mais uma vez. A equipe polonesa Virtus.Pro, que contava com um elenco polonês de grandes lendas do cenário como Jarosław “pashaBiceps” Jarząbkowski, Janusz “Snax” Pogorzelski e outros, venceu por 2 a 0.

ESL One: Cologne 2014:

Foto: Helena Kristiansson/ESL

Mais uma vez na final, a Ninjas in Pyjamas finalmente conquistou seu primeiro título, o único até o momento no CS:GO. O campeonato aconteceu em Colônia, Alemanha, e seguiu o mesmo formato dos anteriores.

A final foi uma reedição da DreamHack Winter 2013, mas desta vez os ninjas conseguiram vencer a revanche e levaram o título. Venceram a série MD3 por 2 a 1, nos mapas Cobblestone e Inferno, e foram derrotados na Cache.

DreamHack Winter 2014:

Foto: Adela Sznajder/DreamHack

Na terceira e última edição do mundial em 2014, a DreamHack Winter 2014 voltou a ser disputada em Jönköping, na Suécia. E mais uma vez, na quarta final em quatro campeonatos, a Ninjas in Pyjamas enfrentou a Team LDLC e novamente ficou com o segundo lugar.

Este foi o primeiro título da França nessa categoria. Na final, foram jogados os três mapas, terminando em 2 a 1 para a equipe de Nathan “NBK” Schmitt.

ESL One: Katowice 2015:

Foto: Bownik

Novamente na Polônia, este foi o primeiro campeonato a contar com equipes brasileiras. A Keyd Stars levou Gabriel “FalleN” Toledo e Fernando “fer” Alvarenga para seu primeiro mundial em suas carreiras, chegando aos playoffs do campeonato. O resto é história.

A final foi igual à de DreamHack Winter 2013 e ESL One: Cologne 2014. Fnatic e Ninjas in Pyjamas voltaram a se enfrentar em uma final de Major. E a Fnatic se tornou a primeira equipe a ser bicampeã do mundial, com Olof “olofmeister” Kajbjer e Freddy “KRIMZ” Johansson. O placar final foi 2 a 1.

ESL One: Cologne 2015:

Foto: Helena Kristiansson/ESL

Voltamos para a Alemanha, onde a Luminosity Gaming chegou pela primeira vez com seu elenco brasileiro, contratado da Keyd Stars. A única mudança foi a entrada de Marcelo “coldzera” David no lugar de Caio “zqk” Fonseca.

A Fnatic retornou para mais uma final e conquistou o terceiro título da organização. A final foi contra a Team Envyus, que havia contratado o elenco da Team LDLC. Apesar do primeiro mapa, Dust II, ter ido para a prorrogação e sido bastante disputado, com vitória por 19 a 15 para os suecos, o mapa Cobblestone foi tranquilo, terminando em 16 a 7. No final, o placar foi de 2 a 0 para a Fnatic.

DreamHack Open Cluj-Napoca 2015:

Foto: Sebastian Ekman/DreamHack

No terceiro e último Major de 2015, e também o último ano com três edições, a Romênia recebeu seu primeiro mundial. A Team Envyus chegou à sua segunda final consecutiva e desta vez enfrentou a Natus Vincere.

A organização ucraniana não foi capaz de deter o furacão francês. Este foi o segundo título de uma equipe da França, e foi também o torneio em que Kenny “kennyS” Schrub, que anunciou sua aposentadoria, conquistou o prêmio de MVP. O placar final foi de 2 a 0.

MLG Championship Major Columbus 2016:

Foto: SteelSeries

Esta edição foi a primeira a ser realizada fora da Europa e também é um dos momentos mais felizes para o cenário brasileiro, pois foi o primeiro título mundial do Brasil. A Luminosity fez mais duas alterações no elenco após o torneio na Alemanha, com as saídas de Ricardo “boltz” Prass e Lucas “steel” Lopes, e as entradas de Epitácio “TACO” de Melo e Lincoln “fnx” Lau.

Foi nesta edição que tivemos a famosa jogada do Coldzera, matando quatro jogadores da Liquid na semifinal, no tapete da Mirage, que posteriormente se tornou um grafite no mapa. Após passar pelos americanos, a Luminosity avançou para a final contra a Natus Vincere. Mais uma vez, eles estavam em uma final, mas acabaram ficando com o segundo lugar. O placar final foi de 2 a 0 na série MD3.

ESL One: Cologne 2016

Foto: Divulgação/ESL

Mais uma vez, Fallen, coldzera, fer, TACO e fnx retornaram para mais uma final, mas desta vez representando a SK Gaming, após uma transferência da Luminosity que causou certa polêmica na época. Os brasileiros subiram ao palco alemão novamente, desta vez para disputar a decisão.

O adversário desta vez foi a Liquid, mesma equipe da semifinal da edição anterior. Desta vez, a vitória foi um pouco mais tranquila, com a SK Gaming vencendo por 2 a 0, nos mapas Train e Cobblestone.

ELEAGUE Major Atlanta 2017:

Foto: ELEAGUE

Voltando para os Estados Unidos, este foi o primeiro título da Astralis, prevendo uma soberania dos dinamarqueses e o surgimento de outras equipes do país no cenário. A Virtus.Pro voltou para mais uma final, sendo os favoritos para vencer o campeonato, já que haviam vencido anteriormente, mesmo que tenham se passado praticamente três anos desde então, mantendo o mesmo elenco.

No entanto, a Astralis não permitiu que o bicampeonato acontecesse e venceu de virada, após perder o primeiro mapa. O resto é história.

PGL Major Krakow 2017:

Foto: PGL

De volta à Polônia, desta vez em Cracóvia, tivemos um mundial com mais uma equipe brasileira chegando à final, a Immortals, contra a Gambit. Em uma final não muito esperada, já que as duas equipes não eram as grandes favoritas, equipes como SK Gaming, Virtus.Pro, Fnatic, Astralis, entre outras, foram deixadas para trás.

Para os brasileiros, a final foi decepcionante. A equipe liderada por Vito “kNg” Giuseppe começou vencendo o primeiro mapa, mas a Gambit buscou a virada, com destaque para a granada de Mikhail “Dosia” Stolyarov, que quebrou a economia brasileira. Com um placar de 2 a 1, a equipe do Cazaquistão interrompeu o sonho do terceiro título brasileiro.

ELEAGUE Major Boston 2018:

Foto: Nathan Wentworth

Este foi o primeiro Major com o novo formato, que se mantém até hoje, com 24 equipes disputando o título, em comparação às 16 equipes anteriores. Agora, o torneio é composto por três etapas: Challengers Stage, Legends Stage e Champions Stage. Cloud9 e FaZe, que jogaram desde a primeira fase, chegaram à sua primeira final de Major, resultando em um campeão inédito.

Com o apoio da torcida, a equipe americana, Cloud9, não decepcionou. Com um placar de 2 a 1, virando a partida e até mesmo indo para a prorrogação no último mapa para adicionar mais emoção, a Cloud9 conquistou o título, sendo até hoje o único título dos Estados Unidos.

FACEIT Major: London 2018:

Foto: Joe Brady/FACEIT

A Era Astralis começou, e este é o segundo dos quatro títulos que a organização conquistou. Este Major também marcou o retorno do MIBR ao cenário, contratando o elenco da SK Gaming, com os americanos Jacky “Stewie2K” Yip e Tarik “tarik” Celik, que vieram da recém-campeã Cloud9, substituindo TACO e João “felps” Vasconcellos, na tentativa de voltar a levantar o troféu.

No entanto, não foi o suficiente, pois caíram nas semifinais para a Natus Vincere, que chegou à sua terceira final, desta vez contra a poderosa Astralis. Com o terceiro vice-campeonato na história, empatando com a Ninjas in Pyjamas, os ucranianos perderam para os dinamarqueses por 2 a 0.

IEM Katowice Major 2019:

Foto: Divulgação/ESL

Este foi a estreia da FURIA no Major, mas a equipe foi eliminada ainda na primeira fase. A MIBR voltou com o elenco completo de jogadores brasileiros na tentativa de conquistar outro título mundial, mas novamente caiu nas semifinais, desta vez para a Astralis.

Sim, os dinamarqueses retornaram para mais uma final, enfrentando um azarão do campeonato, a ENCE. Os finlandeses chegaram a final e sem muitas dificuldades a Astralis venceu por 2 a 0, com destaque para um placar de 16 a 4 na Inferno.

StarLadder Major Berlin 2019:

Foto: Igor Bezborodov/StarLadder

O campeonato retornou à Alemanha, mas desta vez não foi muito feliz para os brasileiros. A FURIA tentou novamente, mas foi eliminada na primeira fase, enquanto a MIBR foi eliminada na segunda fase. Pela primeira vez desde a Keyd Stars em 2015, o Brasil não chegou aos playoffs do mundial.

Pela terceira vez consecutiva e a quarta na história, a Astralis chegou à final. Desta vez, enfrentou a também “zebra”, Avangar, liderada por Dzhami “Jame” Ali. Novamente, sem muitas dificuldades e até mais fácil do que a edição anterior, os dinamarqueses venceram por 2 a 0, com placares de 16 a 6 e 16 a 4.

PGL Major Stockholm 2021:

Foto: Stephanie Lindgren/PGL

Depois de um hiato de um ano devido à pandemia e a perda do Major no Rio de Janeiro, que estava programado para 2020, o mundial retorna desta vez para a Suécia. A Era Astralis decide se aposentar, sendo eliminada na segunda fase e não avançando para os playoffs, algo que não acontecia há algum tempo.

Sem surpresas na final, desta vez Natus Vincere e G2 disputam o título. A organização ucraniana retorna para sua quarta final e está determinada a vencer. A G2 passou por mudanças, abrindo mão de sua line-up francesa completa para trazer os primos da Bósnia, Nikola “NiKo” Kovač e Nemanja “huNter-” Kovač. A NaVi finalmente se torna campeã mundial, embora o placar tenha sido de 2 a 0 em mapas, os próprios mapas, especialmente o segundo, foram bastante disputados, chegando a ir para a prorrogação.

PGL Major Antwerp 2022:

Foto: João Ferreira/PGL

Pela segunda vez na Romênia, o torneio vê novamente a Natus Vincere na final do mundial. Muitos torcem pelo segundo título da organização, especialmente pela Oleksandr “s1mple” Kostyliev, eleito três vezes o melhor jogador do mundo. A expectativa era de mais um título mundial para o jogador.

No entanto, a Faze estava determinada a vencer. Em sua segunda final, após perderem para a Cloud9 em Boston, a organização finalmente conquista o troféu. Novamente, o placar foi de 2 a 0.

IEM Major Rio 2022:

Foto: Tuiki Yuri

Depois de dois anos do cancelamento do Major no Brasil devido à pandemia, o Rio de Janeiro sediou o evento. Era a primeira vez que o torneio saía do circuito EUA/Europa, e muitos brasileiros sonhavam com um título para o Brasil, que fosse com a Imperial com Fallen e fer, ou a 00Nation com coldzera e TACO, ou talvez a FURIA que vinha em boa fase.

No entanto, os deuses do CS não estavam favoráveis. A Imperial e a 00Nation foram eliminadas logo na primeira fase, mas a FURIA chegou até as semifinais com o apoio da torcida. No entanto, perderam para a Heroic, que disputou a final contra a Outsider, mais uma vez trazendo um campeão inédito. A equipe russa tinha um plano e contava com a experiência de Jame, jogador que já esteve em uma final, e conseguiram vencer a competição por 2 a 0 em solo brasileiro.

BLAST Major Paris 2023:

Foto: BLAST

Finalmente, chegamos ao Major de Paris, o último de CS:GO. Infelizmente, para os brasileiros, as equipes do país não se classificaram para os playoffs, sendo a segunda vez na história que isso ocorre. Em um torneio cheio de surpresas, com várias zebras vencendo equipes de renome, a final foi disputada entre Vitality, a equipe da casa, e GamerLegion, um time em que poucas pessoas depositavam fé.

Pelo sétimo ano consecutivo, tivemos um placar de 2 a 0 na série, sem a necessidade de jogar o terceiro mapa. A Vitality se torna a grande campeã, coroando a carreira do jovem Mathieu “ZywOo” Herbaut, que aos 22 anos já foi eleito duas vezes o melhor do mundo.

O próximo Major, o PGL Copenhagen Major 2024, será realizado nos servidores do Counter-Strike 2, marcando o encerramento de um ciclo para o CS:GO.

Capa: Foto: Radosław Makuch/HLTV

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